13 Julho 2009
12 Julho 2009
É urgente o amor
É urgente o amor.
É urgente um barco no mar.
É urgente destruir certas palavras,
ódio, solidão e crueldade,
alguns lamentos, muitas espadas.
É urgente inventar alegria,
multiplicar os beijos, as searas,
é urgente descobrir rosas e rios
e manhãs claras.
Cai o silêncio nos ombros e a luz
impura, até doer.
É urgente o amor, é urgente
permanecer.
Eugénio de Andrade
É urgente um barco no mar.
É urgente destruir certas palavras,
ódio, solidão e crueldade,
alguns lamentos, muitas espadas.
É urgente inventar alegria,
multiplicar os beijos, as searas,
é urgente descobrir rosas e rios
e manhãs claras.
Cai o silêncio nos ombros e a luz
impura, até doer.
É urgente o amor, é urgente
permanecer.
Eugénio de Andrade
10 Julho 2009
Acompanhamento
Tinha uns exames médicos marcados (fora eu mais fina, e seriam agendados) para hoje. Algumas pessoas que o souberam opinaram que deveria ir fazê-los acompanhada. Não percebi para que serviria a companhia, mas, atendendo ao preço, ponderei a hipótese de o(s) acompanhante(s) também tere(m) direito a exames. Fi-los e não chumbei.
De regresso a casa, decidi comer, coisa que me fora proibida durante o dia para ir bem preparada para os exames. E, de má decisão em má decisão, acabei a olhar para o noticiário da SIC Notícias; que, de noticiário, nada teve, porque, mal liguei o televisor, já estava um senhor com má pinta a pronunciar-se sobre funcionalidades (em cada cinco palavras, uma era esta) e a manifestar a sua ralação com a falta de solenidade das instalações da nova cidade (ou vila ou lá o que é) da justiça em Lisboa; isto porque as pessoas têm de perceber que estão num tribunal, que é coisa séria e onde há regras.
Veio-me à memoria uma das minhas últimas experiências em tribunal:
Convocada para certa hora, esperei durante 55 minutos que me mandassem entrar.
Deparei-me então com três juízas em conversa, que continuaram (não posso jurar que alegremente) por muitos minutos.
Posto o que a presidente do colectivo se me dirigiu perguntando-me o nome.
Dei os bons dias e por aí me fiquei, o que deixou a senhora perplexa; embora ninguém me tivesse pago para tal, expliquei-lhe que me tinham ensinado em pequena a cumprimentar as pessoas antes de iniciar conversa; como foi óbvio o aumento da surpresa, aproveitei para lhe dizer qual a hora marcada para a minha inquirição e acrescentei que, quando as pessoas se atrasam — o que pode acontecer —, o mínimo é pedir desculpa.
O espanto deixou-a sem fala por uns bons segundos. A coisa teve continuação no mesmo jeito, até que a senhora magistrada baixou o tom, remetendo-se ao seu nível.
Os tribunais têm regras, dizia o tal entrevistado. Não tendo sido o único contacto com os ditos que tive, posso confirmar. E, já agora, que são péssimas.
Terminada a refeição, vim ao computador. Tinha no correio um livro (ou excertos dele, que não me chegou a energia para averiguar; isto porque havia, em jeito de prefácio, um artigo da grande Clara Ferreira Alves). Que denunciava pretensas habilidades e trafulhices de Mário Soares. Embasbaquei: a notável jornalista foi membro da Comissão de Honra da candidatura do dito nas últimas eleições presidenciais; candidatura que também denunciava como moralmente condenável.
Achei que era tempo de trabalhar. Fui em busca do projecto de um código que tenho de levar em conta naquilo que estou a escrever. Encontrei. Não sei o que é pior: se existir, se, havendo-o, não estar escrito em português, se, dando tudo o resto por descontado, ter soluções que não lembrariam aos opositores do sujeito que o dito código visa proteger.
E era para uns inócuos, embora caríssimos, exames médicos que me aconselhavam acompanhamento…
De regresso a casa, decidi comer, coisa que me fora proibida durante o dia para ir bem preparada para os exames. E, de má decisão em má decisão, acabei a olhar para o noticiário da SIC Notícias; que, de noticiário, nada teve, porque, mal liguei o televisor, já estava um senhor com má pinta a pronunciar-se sobre funcionalidades (em cada cinco palavras, uma era esta) e a manifestar a sua ralação com a falta de solenidade das instalações da nova cidade (ou vila ou lá o que é) da justiça em Lisboa; isto porque as pessoas têm de perceber que estão num tribunal, que é coisa séria e onde há regras.
Veio-me à memoria uma das minhas últimas experiências em tribunal:
Convocada para certa hora, esperei durante 55 minutos que me mandassem entrar.
Deparei-me então com três juízas em conversa, que continuaram (não posso jurar que alegremente) por muitos minutos.
Posto o que a presidente do colectivo se me dirigiu perguntando-me o nome.
Dei os bons dias e por aí me fiquei, o que deixou a senhora perplexa; embora ninguém me tivesse pago para tal, expliquei-lhe que me tinham ensinado em pequena a cumprimentar as pessoas antes de iniciar conversa; como foi óbvio o aumento da surpresa, aproveitei para lhe dizer qual a hora marcada para a minha inquirição e acrescentei que, quando as pessoas se atrasam — o que pode acontecer —, o mínimo é pedir desculpa.
O espanto deixou-a sem fala por uns bons segundos. A coisa teve continuação no mesmo jeito, até que a senhora magistrada baixou o tom, remetendo-se ao seu nível.
Os tribunais têm regras, dizia o tal entrevistado. Não tendo sido o único contacto com os ditos que tive, posso confirmar. E, já agora, que são péssimas.
Terminada a refeição, vim ao computador. Tinha no correio um livro (ou excertos dele, que não me chegou a energia para averiguar; isto porque havia, em jeito de prefácio, um artigo da grande Clara Ferreira Alves). Que denunciava pretensas habilidades e trafulhices de Mário Soares. Embasbaquei: a notável jornalista foi membro da Comissão de Honra da candidatura do dito nas últimas eleições presidenciais; candidatura que também denunciava como moralmente condenável.
Achei que era tempo de trabalhar. Fui em busca do projecto de um código que tenho de levar em conta naquilo que estou a escrever. Encontrei. Não sei o que é pior: se existir, se, havendo-o, não estar escrito em português, se, dando tudo o resto por descontado, ter soluções que não lembrariam aos opositores do sujeito que o dito código visa proteger.
E era para uns inócuos, embora caríssimos, exames médicos que me aconselhavam acompanhamento…
07 Julho 2009
Ferramentas
Escapara-me de programa social cansativo (para mim, todos o são), pelo que, ao pôr pés em casa, me considerei imprestável para o trabalho. Havia um programa de bricolage à minha espera já há algum tempo, mas tempo não houvera para ele. É agora, decidi. A coisa não se me afigurou excessivamente complexa para os meus nulos conhecimentos e inexistentes aptidões.
Porém estas deficiências tiveram como consequência que avaliasse mal a dificuldade da tarefa. Às tantas lutava com uns parafusos sem cabeça que não entravam nem saíam dos buraquinhos que lhes estavam destinados; num inesperado assomo de lucidez, lembrei-me de que havia um instrumento chamado alicate que conhecia de vista. Fui-me a ele: saquei os parafusos que reenfiei com um martelo.
Depois de ter arrumado todos os livros nas novas prateleiras, parei e pensei que, pela primeira vez na vida — que me lembre —, usei ferramentas.
Agora que toda a gente fala das ditas (mal, evidentemente, como sempre que iliteratos se dão ares, traduzindo literalmente palavras de outra língua) e declara usá-las a torto e a direito, eu, cheia de habilidade usei as ferramentas necessárias para tratar de uma das estantes da casa.
Ora toma!
Porém estas deficiências tiveram como consequência que avaliasse mal a dificuldade da tarefa. Às tantas lutava com uns parafusos sem cabeça que não entravam nem saíam dos buraquinhos que lhes estavam destinados; num inesperado assomo de lucidez, lembrei-me de que havia um instrumento chamado alicate que conhecia de vista. Fui-me a ele: saquei os parafusos que reenfiei com um martelo.
Depois de ter arrumado todos os livros nas novas prateleiras, parei e pensei que, pela primeira vez na vida — que me lembre —, usei ferramentas.
Agora que toda a gente fala das ditas (mal, evidentemente, como sempre que iliteratos se dão ares, traduzindo literalmente palavras de outra língua) e declara usá-las a torto e a direito, eu, cheia de habilidade usei as ferramentas necessárias para tratar de uma das estantes da casa.
Ora toma!
06 Julho 2009
Espertezas
parvas, evidentemente.
Numa janela (se calhar era de oportunidade) descobri um grupo não sei de quê (espero que seja de fans, coisa da minha infância) do Camané e inscrevi-me.
Depois de ter andado a passear na rua tinha obrigação de vir com a cabeça mais fresca.
Mas não resisto a isto; até ouço a voz, que os computadores têm muitas artes.
Numa janela (se calhar era de oportunidade) descobri um grupo não sei de quê (espero que seja de fans, coisa da minha infância) do Camané e inscrevi-me.
Depois de ter andado a passear na rua tinha obrigação de vir com a cabeça mais fresca.
Mas não resisto a isto; até ouço a voz, que os computadores têm muitas artes.
05 Julho 2009
Porque é tempo de romper com tudo isto
é tempo de unir no mesmo gesto
o real e o sonho
é tempo de libertar as imagens as palavras
das minas do sonho a que descemos
mineiros sonâmbulos da imaginação
na desolada promessa
É tempo de acordar nas trevas do real
Alexandre O´Neill
é tempo de unir no mesmo gesto
o real e o sonho
é tempo de libertar as imagens as palavras
das minas do sonho a que descemos
mineiros sonâmbulos da imaginação
na desolada promessa
É tempo de acordar nas trevas do real
Alexandre O´Neill
04 Julho 2009
A notícia
Dado que não há nada com que nos entretenhamos, pois a felicidade rima com o tédio, todos falam do Benfica e do Pinho que teve alcunha de ministro.
Do Benfica nada sei, salvo que foi eleito um presidente que já o fora antes e me provocara um equívoco hilariante: há anos, tinha o hábito de, ao deitar, ligar a SIC Notícias para ver o que se passara; entre abluções nocturnas, ouço um locutor dizer: "Pela primeira vez um presidente […]"; do resto já me esqueci. Vim ver de que país era o tal presidente que fizera não-sei-quê de inédito. Fiquei a olhar para o televisor, em cujo écran se amontoavam pessoas que não conhecia; só uns minutos mais tarde percebi que o Presidente era do Benfica.
O Pinho fez aquele gesto ordinário; a mim, o que mais impressionou não foi o gesto, mas a sua explicação evidente: a carinha de débil mental do gesticulante, cujo olhar, em geral bovino, luzia de prazer.
Antigamente, os tontos eram tontos irrecuperáveis. Felizmente, vivemos em tempos em que há espaços e terapêuticas de recuperação da insuficiência intelectual. Sei que o homem não viveu a infância nestes tempos; mas, já que o promoveram a ministro, não teria sido melhor que lhe proporcionassem tratamento? Se calhar, na idade dele (ou com o grau de patologia de que sofre), não valeria a pena. Sendo assim, dá pena: dele e de nós que vivemos num país em que esta personagem passou por ministro.
Do Benfica nada sei, salvo que foi eleito um presidente que já o fora antes e me provocara um equívoco hilariante: há anos, tinha o hábito de, ao deitar, ligar a SIC Notícias para ver o que se passara; entre abluções nocturnas, ouço um locutor dizer: "Pela primeira vez um presidente […]"; do resto já me esqueci. Vim ver de que país era o tal presidente que fizera não-sei-quê de inédito. Fiquei a olhar para o televisor, em cujo écran se amontoavam pessoas que não conhecia; só uns minutos mais tarde percebi que o Presidente era do Benfica.
O Pinho fez aquele gesto ordinário; a mim, o que mais impressionou não foi o gesto, mas a sua explicação evidente: a carinha de débil mental do gesticulante, cujo olhar, em geral bovino, luzia de prazer.
Antigamente, os tontos eram tontos irrecuperáveis. Felizmente, vivemos em tempos em que há espaços e terapêuticas de recuperação da insuficiência intelectual. Sei que o homem não viveu a infância nestes tempos; mas, já que o promoveram a ministro, não teria sido melhor que lhe proporcionassem tratamento? Se calhar, na idade dele (ou com o grau de patologia de que sofre), não valeria a pena. Sendo assim, dá pena: dele e de nós que vivemos num país em que esta personagem passou por ministro.
Perseguições
Já tinha esquecido por completo de que tinha posto o nome (ou aberto conta ou lá como se chama) no Twitter — que não sei o que é e não estou nada certa de querer saber.
Entretanto, apareceu-me um e-mail a dizer que alguém me perseguia no dito. Fui espreitar: eis que decubo que tenho 17 (dezassete) perseguidores e, espanto completo, ando a perseguir cinco criaturas. Chamo-lhes assim porque não sei se são bichos, gente ou pedras.
Já não me chegava a insuportável realidade; ainda havia de somar perseguições em locais onde passei por um momento de falta de inspiração (ou de assunto, o que me parece menos provável mas pode ter acontecido, e, como não tenho qualquer memória desse mau momento, não posso afirmar ou negar nada là-dessus).
Não fora estar a ler o Miguel Urbano Rodirgues e bem contente com isso, e voltaria aos policiais, em que há menos perseguições, as que há têm um objectivo, embora ficcionado, e são mais verosímeis.
Entretanto, apareceu-me um e-mail a dizer que alguém me perseguia no dito. Fui espreitar: eis que decubo que tenho 17 (dezassete) perseguidores e, espanto completo, ando a perseguir cinco criaturas. Chamo-lhes assim porque não sei se são bichos, gente ou pedras.
Já não me chegava a insuportável realidade; ainda havia de somar perseguições em locais onde passei por um momento de falta de inspiração (ou de assunto, o que me parece menos provável mas pode ter acontecido, e, como não tenho qualquer memória desse mau momento, não posso afirmar ou negar nada là-dessus).
Não fora estar a ler o Miguel Urbano Rodirgues e bem contente com isso, e voltaria aos policiais, em que há menos perseguições, as que há têm um objectivo, embora ficcionado, e são mais verosímeis.
03 Julho 2009
Bicho do campo
Uma tranquilidade interior como só o nosso sítio pode dar-nos.
A mesma que, quando era criança, sentia ao chegar com os meus avós à aldeia.
Até o zumbido das moscas é bom de ouvir.
A mesma que, quando era criança, sentia ao chegar com os meus avós à aldeia.
Até o zumbido das moscas é bom de ouvir.
02 Julho 2009
Santana quer novo túnel em Lisboa e pede “ajuda” a Deus para a vitória
Na apresentação da candidatura da coligação “Lisboa com sentido”, liderada por Santana Lopes, à câmara de Lisboa foi revelada a “ideia”: a construção de um novo túnel, desta vez uma artéria que fará a ligação da Avenida Fontes Pereira de Melo aos túneis do Campo Pequeno e do Campo Grande. Apresentado como o “desnivelamento do eixo central” na zona da Praça Duque de Saldanha, o projecto será realizado caso existam “condições financeiras” favoráveis. Por isso, a aposta não consta das prioridades da “primeira fase” do mandato de Santana Lopes, que, ao longo do seu discurso, pediu duas vezes a Deus para “ajudar” a coligação “Lisboa com sentido” a vencer as eleições de 11 de Outubro. Os primeiros planos incidem sobre a acção social. Mas, adiantou, nada impede que a obra tenha início “na primeira parte do mandato”. Até porque “vai ser mais simples” e Santana tem a certeza de que “quem embargou a outra [José Sá Fernandes] não vai embargar esta”.
A proposta foi recebida com aplausos e bandeiras no ar (muitas da coligação, verdes e brancas, e meia dúzia do PPM) e não foram poucas as vezes em que as palmas interromperam as palavras de Santana, cujo regresso às corridas eleitorais mereceu apoios de peso. Entre as centenas de pessoas que compareceram à apresentação das linhas gerais da candidatura às autárquicas destacavam-se, na primeira fila de lugares sentados, os líderes dos partidos que configuram a coligação: Manuela Ferreira Leite, Paulo Portas, Pedro Quartin Graça e Nuno da Câmara Pereira. Também nas primeiras filas estavam antigos ministros do Governo PSD-CDS/PP (Bagão Félix, Rui Gomes Silva, José Luís Arnaut, Teresa Caeiro, José Pedro Aguiar Branco, António Monteiro), a bancada parlamentar do CDS/PP, muitos deputados do PSD (Mota Amaral, Miguel Frasquilho, Pedro Duarte, Miguel Almeida), Pedro Passos Coelho, Hermínio Loureiro, Marques Guedes e Miguel Relvas. E não faltaram ainda os artistas que sempre acompanharam Santana Lopes, como Maria José Valério, Vítor Espadinha, João de Carvalho, entre outros.
Deixo aqui a notícia, porque há sempre a hipótese de Deus dar por aqui uma olhada.
Eu aplaudo a escavação — e para já — não para novo túnel mas para lá meter esta gentinha toda e depois cobrir tudo com muito esmero.
A proposta foi recebida com aplausos e bandeiras no ar (muitas da coligação, verdes e brancas, e meia dúzia do PPM) e não foram poucas as vezes em que as palmas interromperam as palavras de Santana, cujo regresso às corridas eleitorais mereceu apoios de peso. Entre as centenas de pessoas que compareceram à apresentação das linhas gerais da candidatura às autárquicas destacavam-se, na primeira fila de lugares sentados, os líderes dos partidos que configuram a coligação: Manuela Ferreira Leite, Paulo Portas, Pedro Quartin Graça e Nuno da Câmara Pereira. Também nas primeiras filas estavam antigos ministros do Governo PSD-CDS/PP (Bagão Félix, Rui Gomes Silva, José Luís Arnaut, Teresa Caeiro, José Pedro Aguiar Branco, António Monteiro), a bancada parlamentar do CDS/PP, muitos deputados do PSD (Mota Amaral, Miguel Frasquilho, Pedro Duarte, Miguel Almeida), Pedro Passos Coelho, Hermínio Loureiro, Marques Guedes e Miguel Relvas. E não faltaram ainda os artistas que sempre acompanharam Santana Lopes, como Maria José Valério, Vítor Espadinha, João de Carvalho, entre outros.
Deixo aqui a notícia, porque há sempre a hipótese de Deus dar por aqui uma olhada.
Eu aplaudo a escavação — e para já — não para novo túnel mas para lá meter esta gentinha toda e depois cobrir tudo com muito esmero.
01 Julho 2009
Policial
Ao abrir esta coisa para escrever não sei já o quê, reparei que tenho 2 (dois) seguidores. Como não sei o que possa ser tal, desconfio que são amigos que, conhecendo o meu gosto por policiais, decidiram amavelmente fingir que me seguem.
Para eu os despistar, naturalmente.
Para eu os despistar, naturalmente.
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