25 Abril 2010

25 de Abril

Do Marquês ao Rossio, em descida de três gerações e vários amigos.
Morta de fome e de sede, pousei na esplanada da "Suíça", onde também havia amigos.
Porque o trabalho trabalho é, resisti a várias tentações e decidi vir para casa. Subi a Rua do Carmo, por onde há anos não passava, e descobri que ainda existe a Livraria Portugal, que fez alguns dos sonhos de quando era menina pequena. Eu conto: a minha mãe tinha a ideia de que comprar livros era ali; quando ia com ela à "baixa" e lá entrávamos, eu fazia figas durante o tempo de espera para que houvesse uma qualquer calamidade que nos impedisse de sair; eu ficaria, pois, ali presa, com todo o tempo do mundo para ler o que me apetecesse. Nunca aconteceu nem a desgraça nem a consequente felicidade que eu sonhei.
É muito bem feito que já esteja ao computador e que este seja o sítio devido.