A "Pública" do último domingo teve a simpática ideia de nos providenciar não sei quantos contos de autores portugueses. Uma das vantagens seria a de no-los dar a conhecer — em caso de ignorância —, estimulando a compra de textos mais longos ou poupando o dinheiro do custo das respectivas obras, conforme o caso.
Peguei-lhe por Frederico Lourenço, que dificilmente serviria para qualquer dos fins. Com a mania de ir espreitando o que vai surgindo na literatura portuguesa, já o tinha provado e considerara-me saciada.
No entanto:
Só transcrevendo o auto-designado conto, seria possível dar conta da extensão da foleirice e infantilidade da escrita. Bem sabendo como é arriscado (e pode ser falseante e, por isso, desonesto) usar este método, deixo aqui alguns exemplos de factores de eripsela interior: "ódio visceral votado a …"; "em tempos imemoriais (muito antes do ano que então corria)…"; "o violinista espadaúdo [já o sabíamos e bem o dispensávamos] (cujo nome, diga-se desde já, era Paulo)…"; "a natureza do elo que ligaria o violinista a um jovem cuja fisionomia desmentia os seus inacreditáveis vinte anos"; "E deu consigo a pensar naquilo que era […] a pior alternativa"; "O coração martelava-lhe no peito; sentia a cabeça a andar à roda"; "colocou as moedas […] e pôs-se a rezar que, se não fosse o próprio Tiago a atender, ao menos fosse a irmã"; "Os dados estavam desde há muito lançados…"; "Só que Paulo não ia desistir do que sonhara; sentiu de repente novo ânimo, nova esperança"; "Porque não abordar o porteiro […]; "encantada, como era seu timbre…".
11 Março 2010
Subscrever:
Enviar comentários (Atom)

0 comentários:
Enviar um comentário